sábado, maio 08, 2010

"Se há-de ser para os porcos..."

Na minha meninice, a economia familiar de subsistência obrigava a que as pessoas que tinham algum espaço no quintal ou hortejo, criassem o seu porquito para matar no Inverno e o engordassem com os desperdícios alimentares seus, que não seriam muitos, ou e dos vizinhos.
Para isso deslocavam-se com carrinho de mão com dois latões, de porta em porta, recolhendo os sobejos, deixando atrás de si um rasto de odores característicos, capazes de virar o estômago ao mais resistente.
Outros havia que faziam a recolha com carroça puxada por muar, normalmente de noite, para dar menos nas vistas e incomodar menos as pessoas.
A minha mãe tinha do lado de fora da porta da cozinha, que dava para o quintal, a chamada lata das sobras, onde se deitavam os restos de comida, de vegetais e cascas de frutos, que eram entregues à noitinha a um dos filhos da Ti Elisa, que além dos porcos tinha também vacas de leite, às quais tenho muitas dúvidas de que não desse também parte das sobras.
Mais tarde, já homem, lembro-me de criadores de porcos irem buscar os restos dos ranchos dos quartéis, fazendo com eles a engorda dos ditos e dos quartéis-mestres, que recebiam algum por fora.
De toda esta prática ancestral, terá ficado o termo “se há-de ser para os porcos”, que reclamava o aproveitamento dos restos para os próprios ou, num sentido mais amplo, poderia querer dizer que as coisas acabam por sobrar para nós, em vez de irem parar aos porcos.
Este dito, no sentido amplo antes indicado, sempre foi muito usado por mim e terei sido responsável pela sua divulgação e mesmo espalho por toda a Guiné, em 1970.
O então Major Firmino Miguel, assistindo preocupado ao embarque de parte do meu destacamento, incluindo eu próprio, a bordo dos helis para uma operação na raia fronteiriça com o Senegal, junto a Bigene, que seria a minha estreia naquele teatro de operações, achou por bem, dar-me umas palavras de encorajamento, ao que lhe terei respondido que não havia azar, terminando com a expressão “Se há-de ser para os porcos…”.
Ele encarregar-se-ia de a divulgar e banalizar por toda a Guiné, que só tinha outra capaz de a rivalizar “O que tu tens é nervos…”.
Ora bem, eu diria que no contexto actual, esta expressão volta a ter sentido, mas não com o anteriormente indicado.
Ora, atente-se!
Se eu quisesse retrucar a quem pensa que pode retirar-nos não só o direito, mas a necessidade, básica para a grande maioria, do 13º e 14º meses, dir-lhe-ia – Não!Não! Se há-de ser para os porcos, antes para mim!

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segunda-feira, abril 19, 2010

So you think you can write*

Imagem daqui
Todos temos a mania de um dia poder passar a papel aquilo que são as nossas garatujas, como forma de nos eternizarmos.
Só que o papel é cada vez mais escasso e não deve ser conspurcado com falsas expectativas e muito menos para servir interesses pessoais e mesquinhos.
Esta porta aberta do tamanho dum buraco negro, a Net, é palco suficiente de exibições nem sempre felizes, mas de alguma forma gratificantes para quem gosta de partilhar opiniões, maneiras de ser e de estar, ilusões e utopias.
As designadas redes sociais, têm hoje uma procura desenfreada, dando escape às desilusões permanentes a que estamos sujeitos na nossa teimosia em subsistir às agruras do dia a dia.
São, como tudo nos dias de hoje, um negócio maluco para os seus mentores.
Fazem a vez daquilo que no Alentejo se designava por cantinho do lume, reunindo à volta do brasido nas longas e duras noites de Inverno, familiares e amigos recontando estórias e inventando manhas que permitissem sobreviver ao dia seguinte.
As estórias estão todas já contadas e, duma forma geral, bem! Só temos a possibilidade de lhe acrescentarmos alguns toques pessoais, como se fosse uma assinatura ou um perfume. Como os cães que fazem o seu xixi, em tudo que é sítio, para assinalar a sua passagem ou delimitar a sua área de influência.
Num livro, a que recentemente tive acesso por intermédio de um amigo, com um título fabuloso – A Luz da Cal, ao canto do lume** – descobri que a maior parte das estórias que julgávamos propriedade exclusiva das nossas infâncias ou do nosso imaginário colectivo alentejano ou mesmo nacional, tem origens longínquas quer na distância quer no tempo, remontando muitas delas, com nomes ligeiramente diferentes, a épocas remotas e povos com histórias, culturas, religiões e línguas que nada têm a ver com a nossa.
Não havia Net, não estava nalguns casos facilitado o acesso à escrita e muito menos à leitura e tudo se passava de boca em boca, por cantigas, contos, lendas e estórias. Desde sempre a vontade de querer fazer chegar aos outros a nossa visão do mundo nem que fosse por linguagem gestual.
Por este canto me fico, com a noção de que é mais do que suficiente para as minhas aspirações de escrita, ou melhor, de registo.
Notas:
*So you think you can dance – Título dum concurso televisivo Americano sobre dança moderna
**A Luz da Cal ao canto lume – tradição oral do Concelho de Mora, da autoria de Joaninha Duarte

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quarta-feira, março 17, 2010

O Sobe e Desce


Não se trata de preços, porque esses não descem nunca. Trata-se do nível de riqueza dos portugueses. Aí, sim! É um verdadeiro sobe e desce. Desce a qualidade de vida e o poder de compra e sobe o endividamento.
Mas atenção que não é para todos! As crises nascem porque são necessárias ao mundo dos negócios. O capital torna-se mais caro e, portanto quem tem que o comprar deixa lá o couro e o cabelo.
O dinheiro que deveria ser um bem social, tornou-se o mais abjecto dos instrumentos de tortura social.
As deduções ao IRS baixaram ou extinguiram-se, logo os impostos subiram. Os salários são congelados, o que significa que o poder de compra desceu. O número de funcionários públicos vai descer, o que significa que o tempo de espera e de resolução dos problemas nas repartições públicas vai subir.
Enquanto as preces se elevam aos Céus, de lá abate-se sobre elas a ira divina.
Todos os dias desce o número de trabalhadores nas empresas e sobe em flecha o número de desempregados que engrossam os encargos sociais com subsídios de emprego e muitas vezes nem isso.
Parece que de facto só os números interessam. As pessoas, não. Essas que se lixem!
Isto dos países serem habitados por pessoas é de facto uma chatice.
Chamem-se os economistas e os financeiros e logo se ouve dizer-lhes que isto só se cura se descerem os salários e subir o desemprego, para que as empresas possam subsistir e engordar, não tendo que aturar as reivindicações dos sindicatos.
Os lisboetas já conhecem este sobe e desce de há muito - junto à estação do Rossio, ou nos elevadores de Santa Justa, da Glória, do Lavra ou da Bica.
Mas qualquer dia, nem para esses sobes e desces há dinheiro que chegue.

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domingo, fevereiro 28, 2010

A Perenidade da Escolha

Imagem daqui
Tudo na vida parece mudar, por vontade nossa, doutrem ou por sortilégio do destino.
Assim podemos apaixonar-nos mais do que uma vez, casar-nos e descasar-nos, podemos alterar o conhecimento que temos do mundo ou das coisas, as amizades, os desejos, os sonhos, o modo de vida, a cara, a identidade, a cor dos olhos, o sexo e as formas de o praticar, a conotação política, a fortuna e o azar. Podemos sofrer ou alegrar-nos. Rir e chorar.
Podemos até mudar de religião, de país e de nacionalidade.
Podemos optar por viver ou deixar de o fazer.
Mas só não podemos, que eu saiba, mudar de clube.
É escolha temporã que perdura por toda a vida. Não há nela lógica, ambição, segundas intenções. Há ligações primárias com a cor das camisolas, com o enquadramento psicológico no momento da escolha. Há certamente influências familiares, de amizade e de companheirismo, mas há sobretudo a sensação de livre escolha, coisa impossível de sentir no resto da vida.
Não nos foi possível escolher o país onde nascemos, a língua que falámos em primeiro lugar, o berço onde desde logo nos deitaram. Muito poucos conseguiram influenciar a escolha da escola que frequentaram ou não, da profissão escolhida, tantas vezes apenas como a saída possível.
Mas raramente encontramos quem diga que é deste clube ou daquele por vontade do pai. Muitas vezes pertencem a clubes que disputam entre si a maioria das escolhas, tipo Benfica e Sporting.
O Clube é o Sol que nos ilumina! Aqui não há vira-casacas!
Diria que a par do genoma que nos define biologicamente, que não é escolha nossa, só o clubismo que nos define como membros dum determinado grupo é igualmente perene e, este, por escolha nossa!

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quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Pilares da Democracia


A liberdade de expressão é um dos pilares da democracia, embora não seja o único.
Muito nos preocupamos com o que se não diz, mas talvez nos devêssemos preocupar mais com o que dizemos e com a forma que utilizamos para o fazer. A Net tem sido palco de enormes atentados à democracia, por excesso.
Fala-se muito e pouco ou nada se diz de interesse.
A Democracia ainda está a funcionar entre nós. Nem sempre apadrinhada por quem jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, mas defendida por quem se obriga por dever de consciência e necessidade de por ela lutar e a trazer a público todas as tentativas de a amordaçar.
O que admira, no meio disto tudo, é a torpeza de ser vilipendiada por quem mais dela clamou, quando não existia.
Sabendo todos que a Democracia assenta noutros dois pilares absolutamente necessários ao seu equilíbrio e sustentação, que são a Justiça e a Saúde, não se entende que os mesmos tenham vindo a degradar-se duma forma tão desregrada e perigosa e pouco ou nada sobre eles se diga ou questione.
Ao deixar-se entrar nestas áreas os interesses económicos, sabe-se que o seu fim está próximo.
Quando os cuidados de saúde estão a ser desviados da proximidade de quem deles necessita e entregues em termos de qualidade e quantidade à iniciativa privada, tornando-os um negócio da China, está a ser delapidado o erário público que é escasso para todas as outras necessidades prementes e estamos a fazê-los depender de quem tem dinheiro para os pagar.
Quando os interesses dos grandes laboratórios impõem aos serviços de saúde as suas regras e financiam campanhas de desinformação, criando clima de grande instabilidade psicológica, obrigando a vacinações massivas desnecessárias e eventualmente perigosas, mal vai a aplicação de cuidados médicos e dos seus custos.
Quando se permite, sem a mínima justificação, o uso de meios auxiliares de diagnóstico escusados, está-se a contribuir desnecessariamente para o encarecimento das despesas de saúde e a engordar de forma escandalosa os centros privados de diagnóstico.
Quando os serviços de justiça não são céleres na atribuição de culpas e deixam depender as decisões de quem tem maior poder económico para pagar a advogados ou laboratórios investigações técnicas ou científicas, mal vai a aplicação da justiça.
Quando se manuseia a fuga de informações, por forma a fazer pender as decisões dum prévio julgamento público, mal vai a aplicação da justiça.
Quando se protelam diligências por forma a deixar cair no esquecimento ou na figura jurídica de prescrição, processos crime envolvendo figuras proeminentes ou indiciadores de graves manobras político-partidárias, mal vai a aplicação da justiça.
Ainda restam algumas esperanças de que a razoabilidade tome conta dos nossos governantes e governados, fazendo-os recuar na corrida desenfreada para o descalabro político e económico, devolvendo a uns quantos saudosistas, de mão beijada, a pá com que hão-de enterrar a democracia, tão suada de conseguir e de viver.

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sexta-feira, fevereiro 12, 2010

2010 - Ano de todos os desesperos

Este ano começou mesmo mal.
A crise económica e financeira que já se arrastava, uma gripe anunciada com pompa e circunstância, que pelos vistos não era bem assim (e ainda bem), um governo minoritário sem credibilidade e sem capacidade para nada a não ser sobreviver a qualquer preço, uma catástrofe humanitária maluca no Haiti que, de alguma forma, serviu para desviar as atenções dos problemas internos de quase todos os países.
Um presidente Prémio Nobel da Paz em vias de ter que o meter no saco, o retorno das ameaças terroristas um pouco por todo o lado, a Grécia à beira dum ataque de nervos, o Presidente Italiano agredido, a ETA a assentar arraiais em Portugal.
Por cá, nem se sabe por onde começar. Se pelos escândalos político-jornalísticos, uns atrás dos outros, se pela (In)Justiça que não sabe o que fazer aos inúmeros processos quentes que tem entre mãos com Juízes a terem que vir às televisões justificar-se do que não tem justificação.
A aprovação da Lei do Casamento entre homossexuais e o anunciado congelamento dos salários da Função Pública, não pressagiam nada de bom.
De todo este início de 2010, salvam-se os orgasmos da Clara Pinto Correia e do Benfica, qualquer deles a dizer que, apesar de velhinhos, ainda estão aptos a gastar pelo menos umas gáspeas.

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sexta-feira, janeiro 29, 2010

Namoros e Relações Coloridas

Hoje, acrescentei mais uma designação ao meu vocabulário anquilosado de “coroa” ou “cota”: Relações Coloridas.
Acho o termo uma beleza, sobretudo quando confrontado com o de namoro. Mesmo aquilo que, hoje, é considerado de namoro tem já diferenças substanciais de conteúdo em relação ao mesmo que pela maioria de nós era entendido, há uns anitos atrás.
Mas, relações coloridas, acho o máximo! E se tiverem as cores do arco-da-velha, ainda melhor!
Todo o espectro luminoso cabendo dentro duma relação, convenhamos que não haveria nada de mais belo e mais fulgurante da vida!
Suponho, no entanto, que a designação está mais relacionada com uma paleta de cores, sem ordem nem estética definidas, a que a variedade e o número interessarão mais do que porventura, a beleza.
Hoje, interessa muito mais o número do que a qualidade, uma vez que tudo na vida é praticamente descartável.
Mudam as marcas, mudam os modelos, muda a moda, ou seja, de tudo resta apenas a mudança.
Só temo, porém, que a maioria dessas relações coloridas, o sejam carregadas de tonalidades pastel ou, pior ainda, carecidas de luminosidade e tendencialmente cinzentas e opacas.

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sábado, janeiro 16, 2010

Ai de ti, Haiti


Há coisas que não se entendem nesta catástrofe do Haiti.
Porque razão é que as consequências do sismo só se fizeram sentir nesta parte da ilha e nada parece ter acontecido na outra?
Porque razão não se arranjou processo de estabelecer uma ponte aérea que levasse mantimentos e outros equipamentos de emergência para lá e trouxesse no regresso feridos para um país da região onde fosse disponibilizada assistência médica adequada?
Estou a lembrar-me que Cuba que se situa bem perto e dispõe duns magníficos serviços médicos. Pode não ter a capacidade em medicamentos e em dinheiro para cobrir os custos duma operação deste género, mas aí entraria a comunidade internacional.
Mas se Cuba não tem, têm os Estados Unidos, que também são ali ao lado.
Levar hospitais de campanha para um local onde nem ainda os mortos foram enterrados, nem existe água potável em condições de poder ser utilizada sem risco de contaminação, não me parece a melhor solução.
O risco de morrerem pessoas com pernas e braços partidos só por falta de assistência deixa-me perplexo, num mundo onde já tudo parecia possível e ao alcance da nossa mão.
Sabemos agora o quanto somos frágeis e dependentes.
Por outro lado é curioso verificar que a única forma do mundo se unir é para matar ou para acudir a catástrofes deste tipo.
Pelas imagens que nos chegam, as pessoas nem tempo tiveram para chorar os seus mortos. Têm que pensar na sua própria sobrevivência e é vê-las a saltarem por cima umas das outras, roubando os parcos meios alimentares que vão chegando e que estão a ser distribuídos pelas agências humanitárias no terreno.
Raio de mundo este em que vivemos.

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sábado, outubro 31, 2009

Todos em 1

Nas escrevinhanças que por estas bandas tenho feito e no que respeita à descrição de factos por mim vividos, não tenho tido o cuidado de lhes dar uma ordem cronológica ou outra, limitando-me, na maioria dos casos, a passá-los a escrita na exacta medida em que os saco da memória ou de apontamentos tomados na altura da sua ocorrência.
Rarissimamente me atrevo a sobre eles tecer juízos de valor, sobretudo quando me merecem afecto especial. Isto, porque de certeza iria inflacionar o seu merecimento ou valia. Os filhos não têm defeitos aos olhos dos pais.
As soluções que vamos encontrando para resolver os problemas com que nos vamos confrontando ao longo da vida, raramente podem servir nos mesmos moldes a outras pessoas, ainda que em situação semelhante.
Isto, porque cada um de nós tem uma visão diferente do mundo que nos rodeia e reage de modo diverso perante os mesmos estímulos, fruto da educação, da cultura técnica, da experiência acumulada, da coragem física e moral, da conceptualização da missão atribuída que impõe a determinação ou a relutância no seu cumprimento.
Não quer isto dizer que seja de todo impossível padronizar soluções, sobretudo em questões técnicas.
Focando a minha experiência naval, julgo que me faltaram, em determinados momentos, estímulos capazes de me orientar e catapultar para uma carreira naval aliciante e proveitosa do ponto de vista técnico-profissional.
Apesar de ter passado por situações enriquecedoras do ponto de vista humano e social, não tive uma carreira profissional coerente.
Talvez por não ter pertencido a uma das famílias navais de especialistas – comunicações, artilharia, armas submarinas, electrotecnia – a minha actividade foi dispersa por sectores tão variados quanto podia ser. A bordo, como não era especializado, acabei por me “especializar” em imediato. Comandos, só em terra nos fuzileiros e no âmbito da autoridade marítima.
Eu que, em termos escolares, só tinha sido aluno em toda a minha vida, vi-me de repente na situação de director escolar dum dos grupos de escolas da Armada com cinco escolas de formação atribuídas e mais dois cursos que ali eram também ministrados, fora delas.
Sem saber uma só nota musical fui, por força das funções que desempenhava, mais do que uma vez presidente do jurí de admissão de músicos para a Banda da Armada.
Tive a grata oportunidade de servir o país na Direcção de Faróis, extremamente enriquecedora do ponto de vista pessoal. Ali aprendi como é possível ser-se especializado em tudo na vida.
Os faroleiros, como já o deixei expresso em apontamento específico anterior neste blogue, são a prova provada de como é possível ser-se tudo num só – marinheiro, pescador, electricista, operador de gás (acetileno, butano, o que for), mecânico (motorista, torneiro, de precisão, etc), pedreiro, canalizador, pintor, jardineiro, agricultor e até, quando necessário, enfermeiro.
Ainda e já na fase final da minha tão variada carreira naval, me vi envolvido na difícil tarefa de gerir pessoal civil e militar (sargentos e praças).
Eu, como os faroleiros, teremos sido os precursores do 2 em 1, 3 em 1 ou, melhor, todos em 1.

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sexta-feira, setembro 25, 2009

Refregas frescas por BB

Invariavelmente, ainda que façamos esforços noutro sentido, acabamos por vir parar à política e sobretudo às politiquices, já que elas ocupam boa parte do tempo de antena das televisões e das rádios, tanto em serviços noticiosos, como nos tempos de propaganda dos partidos, ou ainda pela mão dos analistas e até em programas de entretenimento.
Respira-se política por tudo quanto é sítio e pena é que o façamos só nestas alturas, embora de forma tão fortemente enganadora e perversa, já que todos temos a noção de que nenhum dos programas dos partidos em peleja, será capaz de ser cumprido pela metade do que apregoa, mas como parte integrante do nosso dia-a-dia, de forma activa e participada nos meios em que nos inserimos em trabalho ou socialmente.
É curioso verificar a forma como os discursos vão passando na boca dos responsáveis dos partidos, com tonalidades que reflectem em cada momento a tendência de votação do eleitorado expressa pelas sondagens, passando de vozinhas mansas à quase arrogância e vice-versa.
A candidata do maior partido da oposição terá porventura levado mais beijos e apalpões do que alguma vez pensara na vida, enquanto o candidato da direita será certamente eleito como o melhor comediante da campanha. A esquerda em uníssono quer retirar a maioria absoluta ao partido vencedor seja ele qual for, atrevendo-me a pensar que se não importariam duma mudança de partido no governo, contra o qual estariam mais à vontade para o combate parlamentar e político.
De tudo parece ressaltar a importância que vem ganhando junto do eleitorado o discurso de esquerda protagonizado pelo Bloco, que o vai colocar como contrapeso fundamental para o equilíbrio instável em que a balança do poder irá certamente funcionar.
A acreditar nas sondagens, “jamais” a esquerda terá tido um peso tão determinante nas bancadas de S.Bento.
Por quanto tempo, pergunto eu?

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terça-feira, agosto 11, 2009

Quem quer preguiça, da boa?

A preguiça tolhe-me.
Não consigo mais escrever com a ligeireza do costume.
A idade não colhe porque não decorreu tanto tempo assim! Só pode ser preguiça! Da grande!
Daquela que deixa azedar o leite, só para não mexer o copo.
A não ser que seja algum sintoma ainda não definido da gripe A. Ou talvez já seja da B, porque a primeira deve estar a acabar, já que se meteu connosco portugueses.
Não sabe mesmo com quem se está a meter! Já tenho pena da gripe A. Coitada!
Aqui não se governa mesmo! Já está tudo ocupado, ou pelo menos apalavrado, porque também governo aqui, não governa!
Não sei se é ele que não governa, se somos nós que não nos deixamos governar!
Isto tudo só para justificar o que não tem justificação – a minha preguiça!
Bem, desculpem lá qualquer coisinha…

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terça-feira, junho 02, 2009

De asas cortadas

Eu sei que o avião é o meio de transporte mais seguro.
Eu sei que o avião encurta as distâncias e faz o mundo pequeno.
Eu sei que andar de avião é extremamente cómodo.
Eu andei de avião sempre que foi necessário, sobretudo em serviço. Também na guerra andei bastante de avião. No da Marinha, um monomotor da Sud Aviation (Rallye?). Nos DO27. Nos Helis. DC4 e DC6. Sei lá!
Mas não gosto de andar de avião! Julgo que não seja por medo! É uma indisposição permanente desde que entro até que saio do dito.
Porquê? Não sei! Talvez porque não pode parar no ar a não ser o de asa móvel! Mesmo assim é um parar relativo!
Mas o mal estar é maior nos aviões comerciais. Porque não é possível controlar nada do que se passa a bordo. Só sabemos mesmo aquilo que o comandante nos quer fazer chegar através do sistema de comunicação interno do aparelho. Depois aquela macacada das hospedeiras a explicar as acções em caso de emergência, que no meu entender tem um interesse muito relativo e nos faz pensar naquilo que é dispensável.
Não se vê nada, não se sente nada. Não é natural que assim seja. Pelo menos para mim. Preciso de saber.
Nem sequer consigo dormir. Também não gosto de me pedrar seja lá porque razão for. Não sou capaz de me concentrar para ler um livro ou um simples jornal.
Voar, só em sonhos me dá prazer!

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domingo, maio 31, 2009

A Onda dos Chats

Primeiro os Blogues, os My Space, depois os Hi5 e agora os FaceBook. Não sei se há mais algum site deste género na Net mas estou em crer que se não há, irá haver rapidamente.
Os primeiros mais dados à escrita, à partilha de ideias e de talentos, porque não? Os outros à troca de fotos, de contactos, à partilha de memórias comuns.
Este último, um sucesso! Uma ocupação de gente importante sem nada de mais útil para fazer!
De qualquer forma, um local de encontro muito usado e que tem servido para juntar gente separada geograficamente mas unida por recordações, por saudade, por desejo de convívio.
Alguns destes locais na Net unem discursos actuais com imagens velhas e discursos velhos com imagens actuais.
Todos estes locais relembram a necessidade das pessoas falarem umas com as outras, tantas vezes esquecida nas relações familiares, laborais e até lúdicas.
As conversas de café, os convívios de bisca lambida ou de bridge, os sussurros de almofada, praticamente não existem, sendo substituídos por telenovelas, pelo ginásio e por escapadelas que mal dão para tirar a roupa e tomar banho.
O convívio virtual tem vindo a substituir o real com a vantagem de disfarçar rugas, de ganhar tempo nas respostas, de fabricar emoções e sobretudo evitar o sobressalto da perda.
Ganham-se amigos virtuais na razão directa dos reais que se perdem.
Os tímidos tornam-se atrevidos e os atrevidos têm margem de manobra para actuar.
Os Chats tornaram-se, pois, os únicos espaços de partilha para muita gente que não tem tempo, jeito nem gosto por fazer amigos reais, que chorem ou riam com as suas amarguras ou alegrias.
Aqui, tudo é faz-de-conta! A sério!

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domingo, maio 24, 2009

“Adelante Rocinante”

O discurso político aí está! Com insultos pessoais, com verborreia própria duma escola de Espinho!
Sobre a Europa, quase nada! Mais parece um torneio de abertura para preparação dos grandes embates das Autárquicas e Legislativas, essas sim, as competições da Taça e da Liga.
Joga-se agora mais pelos extremos, incluindo a linguagem, abrindo espaço para uma táctica mais centro campista nos embates determinantes.
Aproveita-se para se mostrar ligações internas ou externas e o poder das claques. Os sorrisos escarninhos, as falas exaltadas, os olhares felinos com que se trocam invectivas, não abonam praticantes nem treinadores.
Seria esperável que uma democracia de mais de trinta e cinco anos tivesse mais para oferecer que discursos repetitivos, agarrados a palavras de ordem já gastas pelo correr dos anos, afastados dos seus objectivos formativos e informativos, capazes de ajudar a um voto mais objectivo e consciente dos eleitores.
O partido do governo parece apostado em seguir as pegadas do seu congénere espanhol, detentor da bota de ouro da crise que vivemos. Até se obriga a “hablar" a língua de Cervantes.
A sua principal oponente não dispõe de imagem televisiva nem facilidade discursiva capazes de estabelecer qualquer diferença para melhor.
Restam os eternos subalternos em busca duma réstia de esperança nestes jogos de voto útil.

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quinta-feira, abril 30, 2009

H1N1 - Estirpe com castanholas

Da gripe espanhola ou pneumónica à actual gripe suína ou mexicana, passou praticamente um século. Ambas começaram falando castelhano. Que língua falará esta no final?
Obviamente que a designação de organismos transgénicos não assenta, na perfeição, aos vírus que nos atormentam agora a existência, uma vez que não são fruto, ao que se julga saber, de alterações genéticas produzidas pela engenharia do mesmo nome.
Uma coisa é certa. Eles têm vindo a sofrer mutações genéticas, criando estirpes diferenciadas que passaram a transmitir-se por hospedeiros igualmente distintos desde as aves, passando pelos porcos até aos humanos.
O forçar da Natureza parece estar a irritá-la e a fazê-la reagir como um ser animado que se vinga dos maus tratos a que é sujeito.
Ao massificarmos a produção animal para dar resposta aos hábitos alimentares duma sociedade de consumo despudorado, estamos a criar formas rápidas de transmissão de doenças entre os animais aglomerados nas explorações intensivas, ao mesmo tempo que abrimos portas de transmissão dessas doenças a nós próprios por essa via.
De há pouco tempo a esta parte assistimos à peste suína africana, à BSE das vacas, à gripe das aves e agora à gripe dos porcos.
A profilaxia das doenças leva à aplicação de fármacos na alimentação animal que tem vindo a tornar os agentes patogénicos mais resistentes e mais difíceis de controlar.
Na agricultura industrializada a introdução de modificações genéticas nalguns produtos alimentares, está a abrir portas a alterações ambientais de efeitos ainda não conhecidos na totalidade, já que o tempo que decorreu desde a sua génese ainda não é suficiente para avaliações seguras, sobretudo de efeitos a longo prazo nas populações alvo.
Admite-se que algumas infestantes entretanto combatidas pelas alterações introduzidas nas plantas cultivadas possam vir a tornar-se resistentes e mais difíceis de controlar. Que pragas fúngicas e de insectos desta forma repelidas, possam sofrer adaptações de sobrevivência, que tornem o seu controlo mais complicado.
Resumindo: os efeitos benéficos de curto prazo justificam os eventuais riscos futuros? E o que acontece aos animais, humanos neles incluídos, que se alimentam destes OGM’s?
Será que estas alterações virais não terão que ver com tudo isto que nos rodeia e com este forçar permanente da Mãe-Natureza, tornando-a Madrasta?
Esperemos que as pandemias se não tornem num infernal pandemónio!

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segunda-feira, abril 13, 2009

As Derrotas do Marinheiro

Imagem da Internet
Ser marinheiro, é muito mais do que ter um curso que habilite a exercer uma profissão no mar. É entender o enjoo como parte integrante da tarefa.
Ser marinheiro, é certamente uma maneira diferente de ver o mundo que nos rodeia. A paisagem de partida não se compara com a de chegada.
Ser marinheiro estou em crer que se trata duma doença má, por contágio “placentário” ou, a acreditar no Sr. Darwin, por herança do genoma primário. Tal qual como o pecado original, sem retorno possível.
Ser marinheiro, muito mais do que gostar do mar será entender-lhe os sinais, respeitar-lhe os ímpetos e não ousar afrontá-los.
Ser marinheiro, é muito melhor que ser do Benfica, porque só tem, como possíveis, duas derrotas : a ortodrómica e a loxodrómica.

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segunda-feira, março 23, 2009

O Barómetro do Comandante

Imagem daqui
Não preciso de boletins meteorológicos para saber se vai chover. A dúvida só poderá pôr-se entre chuva e aguaceiros. Os meus ossos indicam melhor o estado do tempo do que a estação meteo que me ofereceram pelo Natal e mesmo que algumas das previsões do Instituto de Meteorologia.
Dantes eram os calos. Esses, consegui vencer numa luta que durou anos, até ter descoberto as maravilhas da chafarica da Rua da Conceição, que vende todos os apetrechos para debelar esses velhacos.
Os calos foram fruto de mil caminhadas pelas bolanhas da Guiné que me substituíram a pele dos pés por “placas ósseas”, tipo crocodilo.
Também eles me davam conta das mudanças climatéricas.
As humidades retidas na Guiné, Moçambique, nos Açores ou Macau, dariam bem para criar cogumelos e julgo que nem num desumidificador industrial conseguiria, alguma vez, fazê-las sair. Estou mesmo em crer que me impregnaram a alma. E, porque transportadas por ventos e maresias, encheram-na de salmoura. Intragável!
Dantes, na Marinha da Vela, os comandantes, verdadeiros lobos-do-mar, recebiam emanações vindas de terra sob a forma de odores, acertando-lhes a estima.
Eu, recebo sob a forma de dores e emperros, a indicação do tempo que faz, ajudando-me, pelo menos, na escolha de roupas e aprestos.
Às vezes, sou avisado da aproximação de tormentas e borrascas, venham elas de BB ou de EB.

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terça-feira, janeiro 27, 2009

A crise dos bancos ou talvez não!

Nem em todos os bancos parece estar a crise instalada, pelo menos por agora. Será o caso do recém-criado e ainda por inaugurar, banco de leite humano.
À semelhança de outros já existentes como o banco de olhos e o de esperma, vai arrancar, no princípio de Fevereiro na Maternidade Alfredo da Costa, o designado Banco de Leite Humano, que pretende dar resposta às carências cada vez mais sentidas por uma parte substancial das mães actuais de conseguirem amamentar os seus filhos.
Muitas razões são apontadas para o facto, desde a idade tardia de ter filhos, o stress da vida moderna como o trabalho ou a falta dele, os transportes nos grandes centros urbanos, os noticiários televisivos, acrescento eu, e ainda uma infinidade de outras razões invocadas, para que as futuras mamãs não possam ou não queiram alimentar os filhos com o seu próprio leite.
Vai daí, em vez das antes designadas amas de leite ou amas de peito, criou-se agora uma espécie de selfservice de leitinho desnatado e pasteurizado, a servir em doses terapêuticas aos nascituros prematuros e não só, como se de leite Nestlé ou Ovomaltine se tratasse.
Tudo isto dependente da $boa vontade$ de dadoras que ali deverão ser convenientemente ordenhadas, e que para isso deverão ser da confiança, esperemos que só sanitária, da Instituição.
Desejamos que este novo equipamento, verdadeiramente Social, permita que algumas das futuras mamãs possam continuar a dispor da harmonia aprazível dos seus seios para seu próprio gáudio ou de terceiros e os seus filhos dum leite classificado, capaz de lhes garantir um sistema imunitário e um desenvolvimento físico adequados.
Fazemos daqui votos sinceros para que este banco não entre em crise, como parece estar a acontecer com a restante banca, em geral.

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quinta-feira, janeiro 08, 2009

Pirâmide Invertida

É do conhecimento geral que a “Pirâmide de Necessidades” ou “Hierarquia de Necessidades de Maslow”, varia da base para o vértice de acordo com o crescente bem-estar social das pessoas, quedando-se as necessidades de topo aos mais afortunados que já viram todas as outras satisfeitas.
Entre estas últimas contam-se as ligadas à realização pessoal – moralidade, criatividade, espontaneidade, solução de problemas, ausência de preconceitos, aceitação dos factos.
Acontece que em situações como as actualmente vividas por nós, tudo se esboroa como num castelo de cartas, regressando as pessoas a níveis mais baixos, já esquecidos ou, por muitos, nunca conhecidos.
Dificilmente as pessoas se sujeitam a satisfazer as necessidades, sobretudo as básicas, de forma pacífica e respeitadora dos valores que antes defendiam, com a agravante de não terem sido treinadas para sofrerem as provações, muitas vezes necessárias, para as satisfazer. Daí, recorrerem com frequência aos meios que normalmente lhe eram facultados como o crédito e outro tipo de soluções mais ou menos artificiosas, não raro acabando na falcatrua e em criminalidade mais gravosa. Esta inversão da sua pirâmide de necessidades faz com que a sua pirâmide de valores se desmorone também.
Julgo que será possível comparar a situação, por muitos, vivida, com um jogo de poker em que não se joga de acordo com as cartas (na gíria do jogo, mão), mas se aposta contra as pessoas, ou seja, se faz bluff intimidando, fingindo, mentindo, ao fim e ao cabo e numa palavra, burlando.
Até o Procurador-Geral da República já classifica os designados “crimes de colarinho branco”, como os mais difíceis de investigar e levar a julgado.
Acrescento eu, provavelmente, não tanto pela dificuldade da execução técnica que a investigação implique mas, provavelmente, pelas sensibilidades que desafia e fere.
Não adianta lamentar. Não adianta constatar o facto. É preciso reinverter as pirâmides de necessidades e de valores.
Para espectadores e jogadores de poker, já bastamos nós.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Diatribes Educacionais

Têm razão os professores quando não querem este sistema de avaliação.
Tem razão a Ministra quando quer este sistema de avaliação.
Aos primeiros não convém que assim seja. À outra, convém-lhe assim.
E disto não vamos sair. Ou saem os professores ou sai a Ministra.
Ou saem todos. Uns, porque não estão para aturar isto! Outros porque estão fartos de aturar isto! Ao fim e ao cabo todos não se podem aturar uns aos outros.
Porque têm objectivos diferentes. Os professores querem ensinar, não querem aprender. A Ministra quer por força que os professores aprendam.
Ninguém pensou ou todos esqueceram, professores e Ministra, que quem está em jogo e tem que ser ensinado, ou melhor, tem que aprender, são os alunos!
E o que eles aprendem com todas estas quezílias! Que aulas estas, apoiadas por meios audiovisuais de excelência – teleconferências diárias difundidas por três cadeias de televisão.
E as técnicas de ensino, com recurso a workshops com estudo de casos, brainstorming, benchmarking.
Eu tenho por mim, que os alunos vão ficar aptos a avaliar professores e Ministra, rapidamente.

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