domingo, fevereiro 28, 2010

A Perenidade da Escolha

Imagem daqui
Tudo na vida parece mudar, por vontade nossa, doutrem ou por sortilégio do destino.
Assim podemos apaixonar-nos mais do que uma vez, casar-nos e descasar-nos, podemos alterar o conhecimento que temos do mundo ou das coisas, as amizades, os desejos, os sonhos, o modo de vida, a cara, a identidade, a cor dos olhos, o sexo e as formas de o praticar, a conotação política, a fortuna e o azar. Podemos sofrer ou alegrar-nos. Rir e chorar.
Podemos até mudar de religião, de país e de nacionalidade.
Podemos optar por viver ou deixar de o fazer.
Mas só não podemos, que eu saiba, mudar de clube.
É escolha temporã que perdura por toda a vida. Não há nela lógica, ambição, segundas intenções. Há ligações primárias com a cor das camisolas, com o enquadramento psicológico no momento da escolha. Há certamente influências familiares, de amizade e de companheirismo, mas há sobretudo a sensação de livre escolha, coisa impossível de sentir no resto da vida.
Não nos foi possível escolher o país onde nascemos, a língua que falámos em primeiro lugar, o berço onde desde logo nos deitaram. Muito poucos conseguiram influenciar a escolha da escola que frequentaram ou não, da profissão escolhida, tantas vezes apenas como a saída possível.
Mas raramente encontramos quem diga que é deste clube ou daquele por vontade do pai. Muitas vezes pertencem a clubes que disputam entre si a maioria das escolhas, tipo Benfica e Sporting.
O Clube é o Sol que nos ilumina! Aqui não há vira-casacas!
Diria que a par do genoma que nos define biologicamente, que não é escolha nossa, só o clubismo que nos define como membros dum determinado grupo é igualmente perene e, este, por escolha nossa!

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quinta-feira, abril 17, 2008

Da cartola verde, com garra


Isto é o futebol como os espectadores gostariam que fosse sempre! Já não digo o mesmo para os adeptos, que preferiam certamente que o seu clube ganhasse.
Como espectador tenho que admitir que assisti ao melhor jogo de futebol de há muitos anos a esta parte. Com surpresas atrás de surpresas, com futebol táctico, com futebol de coração, com futebol nem sempre bem jogado mas que permitiu golos bem bonitos. E aos molhos! Como não é hábito em competições nacionais.
Onde esteve escondido aquele leão durante toda esta época?
Como benfiquista tenho que dizer que o Benfica começou por me surpreender pela positiva, para acabar por me deixar completamente desiludido, com o desfecho permitido.
Ainda não posso entender como foi possível a uma equipa de veteranos, como a encarnada, ter deixado fazer cinco golos na segunda parte a outra equipa qualquer, seja ela a do Sporting ou não. Ou talvez tenha sido essa mesma veterania que fez sossobrar a energia e a disciplina táctica.
Cumprimento respeitosamente o Sporting por acreditar que era capaz e por ter-me deliciado com este espectáculo soberbo, que mostra que por cá quando nos dá na gana ou no bolso, não sei, fazemos tão bem como os melhores.

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quinta-feira, março 08, 2007

No Lilliput, está-se mal...

Imagem de Zachari Logan
Gulliver
Graphite on paper
Ser do Benfica tem destas coisas. Ganhar e perder quando menos se espera.
Há algum clube em que isso esteja institucionalizado? Só no Benfica!
Está em segundo na Liga dos Pobres sem saber ler nem escrever e perde com o penúltimo da mesma Liga só que francesa, para a Liga dos Remediados.
Decididamente, não sabe para onde cair e ainda corre o risco de ganhar as duas, calcule-se!
Só no Benfica é que se vivem destas emoções!
Se já parecia uma equipa de matraquilhos, agora sem o Luisão e sem o Katsouranis (não sei se é assim que se escreve), é que se assumiu de todo como uma equipa de Lilliputianos.
A fé num benfiquista é a última coisa a morrer, porque a esperança, há muito que andou! Mas vamos vencer os gigantes!
Nem que tenhamos que os agarrar....bem!

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quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Ser do Benfica....

Não é fácil ser-se do Benfica! Chiça!
É sofrer até mais não! Um verdadeiro desespero! Eu que pensava que já estava vacinado…
Qual quê?!
Ele é o Rui Costa….
Ele é o amelinha do Nuno Gomes…
Ele é o barata tonta do Nelson…
Os matraquilhos do Léo, do Karagounis, de certa maneira do Micolli e do Simão ainda foram os mais ousados.
A falta de confiança da equipa é notória e sobretudo a “juventude” de grande parte daquela rapaziada não ajuda muito.
Não sei se alguém espera alguma coisa deste balneário…incluindo o treinador - penso eu de que!
Não queiram meter a equipa de juniores a substituir alguns daqueles pequenos e qualquer dia as receitas não chegam para pagar as fraldas de incontinência…

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