domingo, novembro 08, 2009

Um legado censurado

Não sendo fã do artista nem da pessoa estranha e confusa que terá sido, aqui lhe presto a minha homenagem por este trabalho espantoso.

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domingo, julho 12, 2009

Por águas turvas...


Já sabia, mas hoje a notícia no jornal tirou-me qualquer dúvida que pudesse ter.
Qualquer indivíduo que tenha o interesse e o dinheiro necessários, poderá alugar uma embarcação-casa, com capacidade para doze pessoas e fazer-se passear pelo Alqueva sem que para isso seja necessária qualquer qualificação profissional ou desportiva para o efeito.
Em todos os outros casos, ou seja, quem for detentor ou possa dispor de uma embarcação para pescar ou passear pelas mesmas águas, ainda que a embarcação não passe dum simples dinghy de 8 pés, ou dum bote pneumático, terá necessariamente de ser possuidor de habilitação como desportista náutico para o efeito.
É de facto uma aberração legal que se não entende de todo.
Se para viabilizar um negócio se permite a utilização de embarcações, como as já referidas, sem necessidade de qualquer habilitação específica, só poderia ter sido utilizado o mesmo critério em relação a todos os outros utilizadores do mesmo espaço hídrico.
Não que eu esteja de acordo com esta solução, mas não posso deixar de me arrepiar com a solução encontrada, que pode pôr em risco a vida de pessoas até ao número de doze.
Isto é o que se chama navegar por águas turvas!

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sexta-feira, abril 24, 2009

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domingo, março 29, 2009

Paraísos e Bandeiras


O consumismo compulsivo a que nos vimos obrigados nos últimos tempos e que resultou na crise que hoje atravessamos ou em que nos afundamos, tem sido tão mau conselheiro quanto o foi a sovinice pacóvia tipo Salazarista ou Tio Patinhas.
Apelar permanentemente ao sacrifício dos mesmos para ultrapassar o pantanal de dejectos duma economia construída sobre as suas campas, parece sadismo atroz que algum dia rebentará nas ventas dos seus promotores, o que de alguma forma já vai acontecendo, quer pela falta de controlo das acções criminais violentas a que vamos assistindo cada vez mais frequentemente, quer por algumas movimentações sindicais e de cariz social, sobretudo em França, que têm algum cheirinho a Maio de 68.
A pressão do capital sobre investimentos produtivos é tal, que se os mesmos não renderem o previsto num curto espaço de tempo, logo se deitam estes para trás das costas sem pestanejar, arrastando na queda quem lá esteja dentro e independentemente de acordos ou compromissos assumidos.
O capital só faz ou só tem assumido compromissos com o capital. Tudo o resto são apenas necessidades funcionais precárias ou temporárias. Diria mesmo, que tudo o resto é paisagem.
Governos que se põem de cócoras mendigando postos de trabalho sem sequer se darem ao incómodo de verificar a idoneidade dos ofertantes, a necessidade e qualidade da oferta e a forma como ela se comportará no tempo, não podem nem devem ser credores da nossa confiança política, com crise ou sem ela.
Os paraísos fiscais são como as bandeiras de conveniência. Só servem para tapar porcarias e cevar gananciosos iludindo, quer num caso quer no outro, as boas regras de navegabilidade e segurança.
Ambos navegam em águas turvas, com a conivência dos Estados e dos seus Governos.

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quinta-feira, setembro 18, 2008

A Cor do Dinheiro

Imagem daqui
O negócio dodinheiro tem duas caras como o feijão-frade. Sou sempre cliente, quer eu empreste dinheiro ao banco ou o banco mo empreste a mim.
No primeiro caso, faço-o sempre por um juro muito mais baixo do que acontece no segundo. Porquê? Porque eu preciso sempre mais e mais depressa do dinheiro do que o banco. Porque quando tenho dinheiro não o posso guardar em casa, por falta de segurança.
Apesar de, como cliente, ter sempre razão, a maior parte das vezes que tento chamar a atenção ao meu banco para a forma como me trata e como usa indevidamente o meu dinheiro, raramente sou bem sucedido, sou bem atendido, para não dizer que mal tratado algumas vezes.
Afinal, o dono do dinheiro sou eu, isto é, somos nós que ali o colocamos na esperança de que o faça crescer incentivando investimentos rentáveis para mim, para ele e para nós todos.
Quando lhe peço contas ou quando quero pagar uma dívida que tenho para com ele, faz ouvidos de mercador, vai atrasando o reembolso antecipado, vai-me penalizando com juros crescentes.
Afinal qual é o meu papel? Sou cliente? Sou dono do dinheiro? Sou dono da minha vontade de saldar dívidas? Ou sou somente um boneco de Santo Aleixo esperando a altura de lhe puxarem o cordelinho para entrar em cena?
O dinheiro tem cor mas só numa das faces, a que está virada para o lado do banco.

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terça-feira, julho 22, 2008

Nós, pecadores...

Recebi por E-mail, mas não resisti a colocar este vídeo neste meu lugar de escape e partilha com os meus amigos e familiares.
Tem a vantagem de não ser da autoria dum português porque corria o risco de, só por esse facto, estar describilizado à partida.
Também não vem pintado com nenhuma cor política, o que não quer dizer que não a tenha, se lha quiserem dar.
Por último, tem a seu favor ter tido origem no país que mais contribui para que tudo o que ali se diz aconteça.
Não diz nada que não saibamos, mas fá-lo duma forma sistematizada e concreta.
É longo, esta versão não está traduzida, mas vale bem a pena!

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terça-feira, março 04, 2008

Um Peido neste Ensino

A estória que vos vou contar não é ficção, nem contém exagero pictórico.

Trata-se duma fotografia, a preto e branco, no dia a dia duma escola secundária, na área da Grande Lisboa, onde a professora substituta da disciplina de matemática, inicia a sua aula a um curso especial de alunos do 8ºano, a quem é dada a oportunidade de conseguir a escolaridade obrigatória bastando, para o facto, pouco mais do que a sua presença nas aulas para obter a aprovação, mais desejada pelo Estado do que pelos próprios.
Passados uns cinco minutos, um dos “rappers” em curso pede para ir à casa de banho. A professora nega, alegando que o intervalo serve exactamente para esse tipo de coisas.
A pergunta é repetida de minuto a minuto, sendo utilizada uma linguagem cada vez mais grosseira e desabrida, perturbando o normal desenrolar da aula.
Como a resposta é invariavelmente negativa, o aluno dirige-se a uma das janelas, abre-a, empoleira-se em cima duma cadeira, puxa as calças para baixo, põe o rabo de fora e prega um valente peido.
A professora, passa-se e desata num pranto. Entende naquele momento a razão porque está a substituir a colega de baixa prolongada.

Ao que se chegou neste país de faz de conta!
Para que não existam analfabetos confessos, obrigam-se professores, a quem se não dão condições de exercer a sua actividade com o respeito que lhes é devido, a sofrer este tipo de humilhações.
Acaba-se desta forma esplendorosa com o insucesso escolar.
Estes serão os cidadãos de amanhã, bem preparados para a vida, solidários, exemplos gritantes duma sociedade livre e democrática, verdadeiros pilares dum Estado de Direito.

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