Em busca da elegância perdida
O tropel dum bando de idiotas, a que não sou alheio, sapateando em cima de passadeiras rolantes, de geringonças que abanam alternadamente braços e pernas que fingem que sobem para logo descer ou rolam sempre no mesmo sítio quilómetros, que dariam para atravessar o deserto da alma.
Maquinetas que esticam, que dobram que torcem os esqueletos, que retesam a frouxidão muscular ou entumescem os músculos já trabalhados, preparando-os para as árduas tarefas quotidianas de sobreviver.
Suor que pinga não servindo sequer para adubar a terra. Esforço despendido em coisa nenhuma, com fim algum que não seja, e não é, o perder peso que se não perde.
Enquanto o trabalho deverá servir para produzir alguma coisa, independentemente das calorias que nele se invistam, nesta espécie de emergente profissão para velhos e para novos também, o trabalho produzido mede-se pelas calorias que nele se desinvestirem.
No final, de regresso ao futuro, um banho turco para relaxar de tanta canseira desperdiçada, com a suave consciência do dever cumprido, de ajudar este país a sair do atoleiro em que imergiu, não muito depois da saída dos mouros, que bem podiam por aqui ter deixado a par do “al”garbe e “al”modôvar, de “al”cácer e “al”cantarilha, uns quantos pocitos de “al”petróleo, que muito jeito davam nos tempos que correm.
Maquinetas que esticam, que dobram que torcem os esqueletos, que retesam a frouxidão muscular ou entumescem os músculos já trabalhados, preparando-os para as árduas tarefas quotidianas de sobreviver.
Suor que pinga não servindo sequer para adubar a terra. Esforço despendido em coisa nenhuma, com fim algum que não seja, e não é, o perder peso que se não perde.
Enquanto o trabalho deverá servir para produzir alguma coisa, independentemente das calorias que nele se invistam, nesta espécie de emergente profissão para velhos e para novos também, o trabalho produzido mede-se pelas calorias que nele se desinvestirem.
No final, de regresso ao futuro, um banho turco para relaxar de tanta canseira desperdiçada, com a suave consciência do dever cumprido, de ajudar este país a sair do atoleiro em que imergiu, não muito depois da saída dos mouros, que bem podiam por aqui ter deixado a par do “al”garbe e “al”modôvar, de “al”cácer e “al”cantarilha, uns quantos pocitos de “al”petróleo, que muito jeito davam nos tempos que correm.
Etiquetas: Delírio



